A rede integrada de transporte - RIT
Iniciou-se em 1974, transportando 25.000 passageiros/dia através dos ônibus ‘Expresso’ em canaletas exclusivas. Foram agregadas, sucessivamente, novas linhas expressas, linhas interbairros, linhas alimentadoras, circulares-centro e os terminais de integração, evoluindo para uma ‘rede integrada’, com a adoção da ‘tarifa social’. Posteriormente, vieram os ônibus articulados, as linhas diretas, os biarticulados e as estações-tubo, que oferecem embarque pré-pago e em nível, possibilitando grande avanço na operação. Atualmente, a rede transporta mais de 2.000.000 de passageiros/dia, com nível de integração físico-tarifária quase total, 70 quilômetros de canaletas exclusivas, 27 terminais de integração e 350 estações-tubo, além da sua expansão para 13 municípios da Região Metropolitana. Tudo isso foi possível através do constante planejamento e monitoramento do poder público que, além da prioridade ao transporte público, interagiu intensamente com os operadores privados e com os fabricantes de veículos e equipamentos, buscando sempre o avanço no design, no conforto e na economicidade dos ônibus. Foi priorizada, também, a busca de uma visão integrada da cidade, onde os sistemas de transportes têm um papel real na indução do crescimento urbano e na organização das atividades no território. Além disso, foram considerados como de fundamental importância aspectos de planejamento urbano, como a inserção física dos corredores e a paisagem urbana resultante. A experiência de Curitiba não é um ‘case’ encerrado, mas sim um contínuo processo de planejamento, inovação e implementação, tendo como objetivo a melhoria global da qualidade de vida da cidade e de seus habitantes. A importância dos ônibus nas cidades
O modal ônibus é, e continuará sendo por muito tempo, o único meio de transporte viável para a maioria da população das grandes cidades, que vêm crescendo rápida e desordenadamente. O transporte urbano, com raras exceções, acompanha esse crescimento desordenado. O resultado tem sido um emaranhado de linhas, operando com grande desperdício de tempo e de custos, com prejuízos econômicos e ambientais e, principalmente, afetando a vida dos usuários, que chegam a desperdiçar 30 % do seu tempo útil em deslocamentos. A capacidade de investimento das cidades, por exemplo, em linhas de metrô enterradas ou em novas avenidas, é cada vez mais limitada, mesmo em países desenvolvidos. As cidades não podem esperar décadas para oferecer dignidade na mobilidade de seus cidadãos. O futuro do transporte urbano aponta para os sistemas em superfície. Isso não significa, porém, que as cidades devam esquecer os metrôs. Significa, sim, que nenhuma cidade vai solucionar seus problemas de transporte unicamente com esse modal, pois mesmo o metrô necessita de um bom sistema em superfície para complementá-lo. Dentre as 400 cidades do planeta com mais de 1.000.000 de habitantes, somente um terço delas possuem linhas de metrô. Isso é um expressivo indicador das dificuldades da sua implantação e, ao mesmo tempo, do imenso potencial para se planejar e operacionalizar sistemas mais viáveis em superfície. Os sistemas em superfície, em geral, não necessitam de subsídios públicos e evitam o aumento de tarifa. Assim, favorecem as interações público-privadas, criando ambientes que otimizam o desempenho operacional do transporte e da conseqüente melhoria da qualidade de vida dos cidadãos em centros urbanos. Um bom sistema de transporte pode funcionar como um ‘metrô de superfície’, e deve ter como componentes fundamentais: Benefícios Sustentabilidade Economia de Tempo Economia de Custo Meio ambiente Atração de novos passageiros O sistema de transporte como indutor do crescimento da cidade |