O século das cidades O poder central é diretriz; o poder local é o único que pode dar respostas rápidas.
O exemplo de uma atingirá suas vizinhas, como um efeito dominó, refletindo favoravelmente sobre a vida da região, do país e do próprio planeta. A redescoberta das cidades começou a se cristalizar no final do segundo milênio. Mesmo nos países menos desenvolvidos, a população está se tornando urbana. Portanto, uma visão estratégica das cidades é crucial, até mesmo como fator de desenvolvimento dos países. Uma visão mais generosa do potencial das cidades significa uma visão mais otimista dos seres humanos. Por que a cidade é a resposta à agenda social? Uma medida econômica se sustenta por um certo tempo, mas se a população não for co-responsável, daqui a pouco a estabilidade só será um lado do problema: as pessoas já vão querer mais. Na verdade, os países serão tão melhores quanto o forem as suas cidades. O poder central jamais poderia ficar na ponta do atendimento em habitação, saúde, educação, atenção à criança. O poder central é diretriz. Teria que repassar ao máximo as diretrizes e cuidar para que aconteçam. Minha concepção de poder central é a daquele que nunca deve se preocupar com problemas locais. Ao poder central cabem as grandes decisões nacionais: tecnologia, distribuição da população no espaço geográfico, aproveitamento dos recursos naturais. Os formulários de política econômica às vezes esquecem que o desenvolvimento tem base espacial. O que existe são os assentamentos humanos e suas atividades. É necessário criar um tecido de ocupação do território nacional. Isso tem que estar perfeitamente vinculado ao tipo de desenvolvimento que se deseja para o país. Por isso, é fundamental que cada grande cidade do mundo se comprometa com uma maneira de crescer, uma visão de gerenciamento, os estímulos para o encontro entre as pessoas, uma maneira de agregar e integrar a cidade informal, as tecnologias apropriadas e a estrutura do futuro. |